ALPROSTADIL, CAVERJECT, PROSTAGLANDINA E1, INJEÇÃO INTRACAVERNOSA, INJEÇÃO PENIANA, INJEÇÃO DE VASODILATADORES, PAPAVERINA








As injeções intra-cavernosas são usadas desde 1982 no tratamento da disfunção erétil (impotência sexual masculina). Seu efeito foi descoberto por acaso durante uma cirurgia arterial e apresentado aos urologistas num congresso americano quando o descobridor se injetou uma dose no seu pênis para mostrar e provar o efeito daquilo que dizia.

Inicialmente se usou a papaverina durante muitos anos. Era uma droga barata, mas com dois inconvenientes importantes: era comum causar priapismo (ver tópico correspondente) e depois de alguns anos de uso causava fibrose dos corpos cavernosos.

A evolução do tratamento levou ao uso da prostaglandina E1 (alprostadil) associada a vários outros agentes como clopromazina, fentolamina, papaverina, nitroprussiato de sódio (Niato), nas mais diversas combinações e concentrações. Durante muitos anos o alprostadil foi comercializado com o nome de Caverject, mas desde o final de 2010 foi retirado do mercado, deixando vários homens sem alternativa. Alguns centros médicos e centros farmacêuticos têm autorização para manipular a prostaglandina (alprostadil), oferecendo uma alternativa excelente para esses milhares de pacientes. Nossa experiência com a medicação injetável vem desde 1995.

A medicação injetável intracavernosa de prostaglandina (alprostadil) para o tratamento da disfunção erétil (impotência sexual masculina) ainda é o tratamento de escolha de milhares seguidores em quase todos os países, mesmo em tempos de inibidores da fosfodiesterase 5 (Sildenafil, Vardenafil, Tadalafil – originais, genéricos ou falsificados). Isso só comprova que, ao contrário do que ainda dizem e do que se imagina, a aplicação no pênis é mesmo totalmente indolor, o seu efeito é muito rápido (2 a 3 minutos), a ereção é bastante confiável, confortável e duradoura (1 a 2 horas) e o custo é bastante acessível. Os anos de uso contínuo de prostaglandina (alprostadil) por homens de todo o mundo, já provou a sua segurança, a sua satisfação e a sua eficácia. Até mesmo pacientes cardiopatas e coronariopatas podem usar a prostaglandina (alprostadil) injetável intracavernosa sem o risco de efeitos colaterais ou de contra-indicações. A medicação injetável intracavernosa de prostaglandina (alprostadil) para o tratamento da disfunção erétil (impotência sexual masculina) é feita 5 a 10 minutos antes do início da atividade sexual. Pode ser feita até 4 a 7 vezes por semana (dependendo do medicamento que se usa). Depois de orientados pelo médico especialista, os pacientes não encontram nenhuma dificuldade com a técnica que é bastante parecida com a técnica adotada pelos diabéticos insulino-dependentes. A seringa recomendada é a mesma que se usa para a injeção de insulina, seringa BD de 1 ml. Antes de usar a prostaglandina (alprostadil), recomenda-se uma limpeza prévia do pênis com água e sabão. A injeção é feita na face lateral do pênis com a agulha penetrando por completo, de modo horizontal. Após a aplicação recomenda-se que o paciente manipule o pênis para ajudar a espalhar o vasodilatador por todo o membro. Em 2 a 3 minutos ocorre a ereção que se mantém por 1 a 2 horas, mesmo que o paciente ejacule.

Em geral preferimos a injeção intracavernosa, pois quase sempre adotamos a terapia combinada médico-psicologica no tratamento dos nossos pacientes com queixa de impotência. Quando o paciente não se importa em ficar dependente da medicação oral, ele nem nos procura; vai direto ao balcão da farmácia e faz o seu pedido, levando o produto do laboratório que oferecer maior comissão ao balconista. Quando o paciente quer se tratar de modo a não ficar dependente do remédio, recomendamos a medicação injetável mais o tratamento psicológico. Desse modo, à medida que o paciente recupera a sua auto-confiança, orientamos para que ele diminua progressivamente a dose do medicamento até ser totalmente retirado, quando ai o paciente não necessita mais de tratamento. Chamamos a atenção para a importância de a parceira acompanhar o paciente em algumas dessas consultas com o médico ou com o psicólogo.

Até hoje nada ficou comprovado entre o uso de medicação injetável intracavernosa e a formação de fibrose ou placas endurecidas no pênis. Antigamente, quando se usava a papaverina pura havia esse risco pela irritação química que ela provocava na musculatura lisa dos corpos cavernosos. Atualmente quase não se usa mais a papaverina pura no tratamento da disfunção erétil. Costumo dizer que dezenas de homens nos procuram todos os anos com queixas de fibrose peniana ou placas calcificadas no corpo do pênis (Doença de Peyronie) e 99,9% deles jamais usaram medicação injetável intracavernosa.

LEIA MAIS SOBRE O USO DA PROSTAGLANDINA INTRACAVERNOSA NA MEDICAÇÃO INJETÁVEL DA DISFUNÇÃO ERÉTIL EM:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21054797



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