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FIBROSE DO PÊNIS EM TERAPIAS DE DISFUNÇÃO ERÉTIL COM INJEÇÕES DE POSTAGLANDINA E1
K.K.Chew
A fibrose do pênis (PF) pode ter complicações com o uso da terapia de injeções intracavernosas. Isso tem sido bem documentado como , de um lado, sendo efeito da papaverina, mas há alguns poucos registros que associam a fibrose do pênis à prostaglandina E1 (PGE1, Alprostadil). Muitos autores não encontram mudanças na fibrose do pênis, porém outros demostram que existem complicações da fibrose pela aplicação de PGE1 intracavernosa em cerca de 0,76-2,1% de seus pacientes. Estudos recentes, contudo, sugerem que a incidência pode ser tão alta como 15%.
Trezentos pacientes consecutivos que retornaram a nosso Instituto ( Reprodutive Medicine Research Institute) para a repetição da prescrição de PGE1, foram inquiridos a respeito da curvatura e deformidade do pênis bem como procedeu-se a exames na busca de mudanças fibróticas. 22 foram excluídos devido ao uso sinultâneo ou prévio de papaverina e / ou pentolamina, 30 pacientes tinham evidência pre-ICI de mudança fibrótica e 3 possuiam dados incompletos. Dos 245 pacientes restantes, 57 (23,3%) tinham fibrose do pênis.
Esses homens, com a idade média de 62 anos (21-79) haviam se auto- injetado uma média de 5.2 vezes por mês (1-16) para um perído médio de 29,2 meses (2-86). A dose média de PGE1 utilizada foi 13 ug (2-60) e uma média de 65,6 ug de PGE1 (3-360) foi usada por mês. O número médio total de injeções foi de 142.4 (8-810) e a média total de quantidade de PGE1 foi de 1703 ug (105-11520).
A fibrose do pênis ainda é uma complicação significativa da terapia intracavernosa com PGE1. Torna-se obrigatório o exame metódico de pacientes com mudanças fibróticas no pênis antes de iniciar tratamento e durante as visitas regulares subseqüentes. Os pacientes deveriam ser avisados claramente do perigo da possibilidade de fibrose do pênis ao mesmo tempo em que deveriam ser instruídos ao auto-exame de modo a que pudessem relatar mudanças precocemente , se e quando ocorressem.
A fibrose do pênis se caracteriza pelas mudanças fibróticas nos tecidos subcutâneos, na túnica albugínea ou na sinuosidade do pênis. A primeira descrição popular da fibrose do pênis é , via de regra, atribuída a Peyronie, em 1743, embora suas características fossem reconhecidas desde 1561 por Fallopius e Vasalius.
Aparentemente não existiam registros de casos de fibrose do pênis como complicação da terapia de injeção intracavernosa (ICI) até 1987, quando Hu et al. descreveram a curavatura do pênis e a fibrose em três pacientes que recebiam tratamento à base de papaverina e fentolamina. Desde então as complicações decorrentes do uso da papaverina tem se tornado reconhecidas e documentadas e sua prevalência chegou a se registar mais alta do que 57%.
A prostaglandina E1(PGE1) então tornou-se o agente vasoativo nas terapias com injeções intra-cavernosas porque acreditou-se serem mais eficazes. Por outro lado, estudos médicos mostraram que o risco de priapismo e fibrose do pênis se tornavam muito mais baixos. Por exemplo, Amar et al, Arielly et al e Nisen afirmaram não existir seja fibrose do tecido cavernoso ou formação de escaras em seus pacientes tratados com PGE1. Em 1989, Port encontrou fibrose e desvio do pênis em apenas 4 (2,1%) de seus pacientes submentidos a injeções de PGE1 . Outros autores registraram taxas de incidência que variaram entre 0,76 a 2%.
No relatório de informação científica do produto Virilan (Aprostadil), a incidência de fibrose e desvio do pênis alcançou 0.05% em 44 estudos envolvendo 6145 pacientes. Já no Informativo do Produto Caverjet (Alprostadil) , de 17 de março de 1995, Upjonh Pty Ltd chegou a uma taxa de frequência de 4.8% de fibrose do pênis. Lakin et al registraram uma taxa maior do que 9% em pacientes depois de um ano de terapia de PGE1 auto-injetável.
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