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ETIOLOGIA E TRATAMENTO DA EJACULAÇÃO PRECOCE
Barry W.McCarthy, PhD.
Washington Psycological Center/American University
O comportamento humano é multi-causal e multi-dimensional. Isso é especialmente verdadeiro no comportamento sexual, incluindo aí a Ejaculação Precoce.
Dr. Assalian levanta a hipótese de que a ejaculação precoce tem uma causa fisiológica e é melhor tratá-la com medicamentos. Ele faz parte de uma medicina que tenta medicalizar a sexualidade humana, especialmente a sexualidade masculina.
Lo Piccolo (1992) acredita que discussões sobre, se o problema é médico ou psicológico, para as queixas sexuais, passa a idéia de uma dicotomia, que é falsa. Isso acaba gerando muito calor, porém pouca luz.
Pesquisas e estudos de casos clínicos relatam excelentes resultados sobre o tratamento da ejaculação precoce (Kaplan,1989; DeAmicis, Goldeberg, Lo Piccolo, Friedman & Davies,1985; Hawton, Catalan, Martin & Fagg, 1986). Isso se torna mais concreto quando o casal vê o controle ejaculatório como uma responsabilidade conjunta (MacCarthy, 1989). O controle da ejaculação pode ser aprendido por masturbação e técnicas de visualização mental de situações eróticas para homens sem parceira (Zilbergeld, 1992). A terapia sexual bem sucedida envolve mudanças na atitude, comportamento, emoção e é mais do que o treino mecânico de "parar e iniciar".
Existe uma necessidade de mais pesquisas sobre a etiologia da ejaculação precoce, para uma melhor eficácia das intervenções terapêuticas. Estudar as generalizações e o processo de prevenção de recaida seria uma prioridade. A pesquisa de Strassberg (Strassberg, Kelly, Carroll e Kircher, 1987) demonstrou que a ejaculação precoce é um fenômeno mais complexo do que originalmente acreditava-se. O conceito de uma predisposição fisiológica pode ser mais uma hipótese para a etiologia da ejaculação precoce. Entretanto, dizer para o homem que tomando uma pílula ou usando dois ou três preservativos é o caminho para corrigir o problema, sem analisar ou abordar fatores como a atitudde, o comportamento, a emoção e as crenças pode ser um grave erro.
Crenshau (1992) relatou que quando perguntou a 46 homens jovens se eles preferiam terapia para ejaculação precoce ou tomar Prozac, todos os 46 escolheram Prozac. "Homens não querem fazer terapia, eles querem uma pílula". Embora medicamentos possam até ser úteis em alguns casos, não são na realidade, a mais indicada e eficaz intervenção. A medicação reforça o mito de que basta o macho ter um bom desempenho para a fêmea (McCarthy, 1998). A sexualidade é mais do pênis, coito e orgasmos simultâneos. Propor soluções medicamentosas para problemas multicausais, que envolvem questões comportamentais, emocionais, de atitudes e relações interpessoais é correr o risco de se oferecer uma cura rápida, simples e fácil, ignorando questões comportamentais e cognitivas.
Conceitos Cognitivo-Comportamentais e exercícios (McCarthy e McCarthy,1993) de treinamento de habilidade para identificar o ponto de inivitabilidade ejaculatório, utilizando técnicas de pare-inicie, experimentando posições sexuais, movimentos e ritmos; criam calor e intimidade, enfatizam o "prazer e não o desempenho". Isso é fundamental para o controle ejaculatório, podendo assim a sexualidade ser vista como um processo a dois, íntimo e partilhado.
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